PSICOTERAPIA PARA BRASILEIROS QUE VIVEM NO EXTERIOR

Mudar de país, como todo tipo de mudança, traz suas próprias particularidades. Além de um novo lugar, existe outra língua, outros costumes, outras formas de se relacionar e tantos não ditos que só aparecem quando começamos a viver naquele contexto.

Vivi fora em diferentes momentos da minha vida, na infância, na adolescência e depois durante a universidade. Essas experiências pessoais, junto à minha experiência na clínica, foram me permitindo conhecer de perto o que envolve viver em outro país e construíram o repertório que hoje levo para o atendimento de brasileiros que vivem no exterior.

O que muda em meio as mudanças?

Muda a rotina, os lugares para onde você vai, o que você come, as pessoas com quem convive. Mudam os jeitos de se relacionar, as referências, a forma como você entende e experimenta o mundo.

Ao mesmo tempo em que existe a novidade, você chega nesse novo lugar com muita coisa que já faz parte de você. Sua história, seus vínculos, seus gostos, seus jeitos de fazer as coisas. E, enquanto aprende a se relacionar com uma realidade que ainda não conhece se depara com situações que nunca tinha vivido antes. Um jeito diferente de se comunicar, de fazer amizades, de estar em público, de resolver as coisas do dia a dia. Algumas experiências podem despertar sentimentos novos. Outras podem fazer você olhar de outra maneira para coisas que já conhecia.

Pode sentir saudade do que viveu e, ao mesmo tempo, ansear pelo que ainda pode vir. Algumas coisas encontram espaço no lugar novo. Outras começam a se transformar. Tem aquilo que você deixa para trás e aquilo que vai construindo e descobrindo ao longo do caminho.

Cada experiência de morar fora acontece de um jeito. A fase da vida, o motivo da mudança, o lugar para onde você vai e a maneira como essa mudança acontece fazem parte disso. Não existe uma forma certa de viver essa experiência. Nomear sentimentos, olhar para os processos e compreender como você está se relacionando com essas mudanças pode ajudar a vive-las.

PAOLI, Tuca. Homesick. 2024.

Disponível em: www.studiozpaoli.com

Autonomia

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Reconhecimento

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Cuidado

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Ampliação

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Enraizamento

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Autonomia · Reconhecimento · Cuidado · Ampliação · Enraizamento .

TEMAS QUE APARECEM NA CLÍNCIA

Quando tudo é novo

Quando você se muda para outro lugar, muita coisa precisa ser descoberta pela primeira vez. Algumas coisas você aprende perguntando, pesquisando ou observando. Outras, só vivendo, se envolvendo e encontrando, aos poucos, o seu jeito de estar naquele lugar.

PÉREZ, Oriana. A única casa que temos é a memória, autorretrato (2023).

Disponível em: www.casa-territorio.com/orianaperez

A saudade

Quando você mora longe, a saudade pode aparecer de lugares inesperados. Pode ser de alguém, de um lugar, de uma comida, de uma rotina ou de uma coisa tão pequena que você nem imaginava que sentiria falta. Perceber como ela vem e o que vem junto com ela também faz parte de viver essa experiência.

SIEBRA, Paula. O café da manhã da minha mãe, 2024.

Disponível em: mendeswooddm.com

Entre lugares

Morar em outro país pode transformar a maneira como você se relaciona com os lugares que chama de casa. Entre o que ficou no Brasil e a vida que foi sendo construída em outro lugar, novas formas de pertencer podem surgir.

PÉREZ, Oriana. Segundo Deslocamento - Los pies con qué camino, entre o São Francisco y el Apure (alpargata e xô boi) (2023).

Disponível em: www.casa-territorio.com/orianaperez

O que levo comigo

Quando você muda de país, muita coisa é nova, mas nem tudo precisa ser. Algumas coisas continuam fazendo parte da sua vida, acompanham a mudança e permanecem por perto, mesmo quando o lugar, a rotina e tantas outras coisas ao redor se transformam. São referências, costumes, pessoas, objetos e pequenos jeitos de fazer que seguem com você e ajudam a construir familiaridade em meio ao novo.

ESPEJISMO, Não se pode rasgar ou apagar alguém/algo que tem raízes (2023)

Disponível em: https://www.casa-territorio.com/espejismo                                   

OUTRAS TEMÁTICAS

SOBRE A MINHA PRÁTICA CLÍNICA

Como eu vejo a psicoterapia

Enxergo o trabalho terapêutico como um espaço construído em conjunto, a partir do vínculo entre psicóloga e a pessoa atendida. Um momento dedicado a acolher pensamentos, inquietações e tudo aquilo que é importante para quem chega — sentimentos, lembranças, desejos, incômodos, acontecimentos.

Como eu trabalho

Parto de uma abordagem nomeada na Psicologia como Fenomenologia, que busca entender os fenômenos trazidos pelo indivíduo através da sua própria forma de ver o mundo, sem necessariamente enquadrá-lo em categorizações prévias. 

Em outras palavras, isso significa que, durante a sessão, a troca entre o terapeuta e a pessoa atendida partirá da visão desta sobre o mundo a sua volta: como interpreta e se relaciona com aquilo que lhe toca. Por isso, acredito na proposta de valorizar a singularidade de cada indivíduo, usando sua própria linguagem como ferramenta da nossa troca. A linguagem pode ser vasta, aparecendo nas sessões de diversas formas: sonhos, livros, músicas ou quaisquer referências que de alguma forma influenciam na formulação de sentido sobre a vida, podendo ser usadas como fio condutor das sessões. 

Por fim, enxergo neste processo uma forma de fornecer caminhos para que a pessoa venha a conquistar ou resgatar a autonomia necessária para lidar com as questões que lhe atravessam. 

FLUXO DE ATENDIMENTO

Primeiro contato

O primeiro contato é feito via WhatsApp. Você me manda mensagem e agendamos uma conversa online sem compromisso e sem custo.

Conversa inicial

Esse encontro é para nos conhecermos. Você vai me falar um pouco sobre você, me contar sobre o seu momento e tirar eventuais dúvidas. Vou querer entender suas expectativas com esse processo, vou explicar como funcionam os atendimentos e a gente vai fazer alguns combinados. Além disso, vamos falar sobre o custo das sessões, que será ajustado de acordo com as possibilidades de cada um. Para pagamentos internacionais, podemos utilizar a Wise ou outra forma que seja viável para ambos

Acompanhamento

A sessões duram 50 min e são feitas (preferencialmente) semanalmente - isso será ajustado conforme a demanda e a disponibilidade de cada um. Os encontros acontecerão online, na sua plataforma de preferência.

A psicoterapia é um processo e ela vai variar a depender da relação que se criará entre eu e a pessoa atendida. A gente vai construir em conjunto qual será o tom e o formato das sessões.

Os horários são combinados de acordo com a rotina de cada pessoa.

Encerramento

Cada processo tem seu próprio ritmo. Ciclos se abrem e se fecham. E, no meio disso, duas coisas importam:

1) Você tem autonomia tanto para suspender quanto para finalizar o processo.

2) Às vezes, o processo parece terminar, como se tivesse chegado ao limite. Mas essa sensação também pode abrir espaço para recomeçar de um novo jeito. Conversar sobre isso nos ajuda a entender, em conjunto, se o processo realmente se encerrou ou se é, na verdade, a abertura de um novo ciclo.

*Se tiver alguma pergunta, vá até a sessão Dúvidas Frequentes, talvez eu já tenha respondido por lá. Caso eu não tenha, pode me mandar uma mensagem no WhatsApp que eu esclareço o que for preciso.